Se tudo tocasse o chão,
quanto tempo levaria
para a calmaria alcançar
meu insolente perdão?
Enquanto tudo torna-se
efêmero. Dissimulado
entre vãos, bytes e fios
cyberneticamente ligados.
Metamorfoseamente sou
um eterno aprendiz dos
instintos em mim, calados
pela vida. Que vida?
Durante horas sobre a mesma calçada caminhava…
Passo ante-passo. Passo antes passo, passo ante o passo. Os pés gritavam por descanso, olhos que viam sem enxergar. Era sol de borboleta ao nascer. Eis que encontra um riacho despretensioso, permitia as águas correrem entre suas margens na velocidade que queriam, as pedras a correr. Era límpido
e fundo.
Durante horas sobre a mesma calçada. Caminhava.
Que vida?
Veja a esquina lá na frente. Eu estou lá, e lhe espero.