Há uma certa nuvem cobrindo o céu.
Pela minha janela mal consigo ver o azul que costuma preencher o teto da vida. Entre passos curtos, permito o vento entrar e bagunçar toda aquela ordem fria e calculada. O quarto estava mergulhado numa cor cinza, com cheiro de manhã. Se não fosse por uma flor caída no chão, não seria possível reconhecer aquele lugar que um dia abrigou fadas e gnomos.
O tempo passa, o tempo passa, o tempo passou. Passou assim como a brisa que emaranhou os cabelos cacheados sem brilho.
> Ela aproximou-se da janela, observava o cinza céu a procura de cores para alegrar sua alma. Descobrindo o espaço, deixou que o vento tocasse sua face sem pudor. Era suave como sorriso de criança. Ela voltava-se ao mundo em busca de sí mesma quando então, olhou o céu e gritou.
Era segunda-feira cinza de veraneio e não havia nenhum arco-íris no céu.
É que o arco-íris foi roubado, lembra? Pois um arco-íris se desenha no céu a cada momento que eu me lembro de você e rio ou sorrio. Isso me faz sorrir para as outras pessoas. É um sentimento bom.