Feeds:
Posts
Comentários

Adeus

Adeus definitivamente não é fácil de dizer.

Porém, hoje sinto que é um alívio.

Não consigo mais escrever nesse blog desde que divulguei para todos.

Continuarei meus pensamentos em outro endereço. Não será dificil de achar, quem realmente se interessar, achará.

Obrigada pelas leituras, comentários e visitas.

Scablef foi muito bom, mas já passou.

Sombras de Agosto

Continua aqui como o último raio de sol

Assim como as folhas caem livres

das árvores durante o Outono.

O seu tempo

Estou me perdendo… para onde vou?

Para onde vou?

Como eu vou?

Para onde?

Onde?

Veio e vai da mesma maneira.

Veio e vai sem honrar seu tempo.

Fluxo de consciência

Se tudo tocasse o chão,
quanto tempo levaria
para a calmaria alcançar
meu insolente perdão?

Enquanto tudo torna-se
efêmero. Dissimulado
entre vãos, bytes e fios
cyberneticamente ligados.

Metamorfoseamente sou
um eterno aprendiz dos
instintos em mim, calados
pela vida. Que vida?

Durante horas sobre a mesma calçada caminhava…

Passo ante-passo. Passo antes passo, passo ante o passo. Os pés gritavam por descanso, olhos que viam sem enxergar. Era sol de borboleta ao nascer. Eis que encontra um riacho despretensioso, permitia as águas correrem entre suas margens na velocidade que queriam, as pedras a correr. Era límpido
e fundo.

Durante horas sobre a mesma calçada. Caminhava.

Que vida?

Um incerto no tempo

Decidir é excluir. Selecionar, limitar.

Sempre tive problemas com minhas indecisões. Quero viver tudo. Todas as possibilidades. Conhecer o que há para se ver. Ser livre, sem classificações. O que nunca consegui, claro. Detesto viver pela metade, por mais metade que sou. O todo é a soma de outros “eus”.

Como já diziam os Maias, eu sou o outro você. Outras possibilidades, pensamentos e covardias. Sinto o prazer de não ser o que és. Inegavelmente espero mudanças onde o eu seja você.
As decisões que nunca chegam

Onde o sol se põe

Há uma certa nuvem cobrindo o céu.

Pela minha janela mal consigo ver o azul que costuma preencher o teto da vida. Entre passos curtos, permito o vento entrar e bagunçar toda aquela ordem fria e calculada. O quarto estava mergulhado numa cor cinza, com cheiro de manhã. Se não fosse por uma flor caída no chão, não seria possível reconhecer aquele lugar que um dia abrigou fadas e gnomos.

 O tempo passa, o tempo passa, o tempo passou. Passou assim como a brisa que emaranhou os cabelos cacheados sem brilho.

> Ela aproximou-se da janela, observava o cinza céu  a procura de cores para alegrar sua alma. Descobrindo o espaço, deixou que o vento tocasse sua face sem pudor. Era suave como sorriso de criança. Ela voltava-se ao mundo em busca de sí mesma quando então, olhou o céu e gritou. 

Era segunda-feira cinza de veraneio e não havia nenhum arco-íris no céu.

Ventania

Há tempos observo o céu em busca de mim mesma.

Não é fácil desligar-se do agora.

Vagar entre ruas sem limitações,

desafinando leis impostas.

Intocáveis sentimentos tragados pelo vento.

O puro flutuando no azul-céu.

Promessas em pressas

Prometi para uma pessoa que atualizaria esse espaço pelo menos uma vez por semana. Que escreveria textos sinceros e intensos. Manterei minha palavra.

Engraçado é quando tenho meus insights. Sempre estou em locais totalmente impróprios para a escrita e não posso fazer nada além de repensar minhas palavras inúmeras vezes. Decorar até escrever em um papel ou computador. O problema é que meus textos perdem a intensidade se não aproveito daqueles momentos. Eu sei. Nem tudo é como desejamos. Ainda bem.

Queria contar sobre tantas coisas. Meus últimos dias e as maravilhosas surpresas que tive. Os ganhos e as conquistas. Tudo se perde dentro de mim e na loucura que meus sentimentos se encontram. Um misto de felicidade, tristezas e medos. Não dá para falar de tudo.

Na terça-feira estava flutuando em mim. Para me reencontrar resolvi deixar a faculdade e ir ao teatro. Custava apenas 1,90. Arte em promoção. A peça chama-se H.E.R.O.I.S e é representada pelo Vinicius Piedade e tem Manuel Pessoa no piano. São duas pequenas histórias que falam sobre desespero de maneiras diferentes. Intenso.

O Vinicius é um ator maravilhoso e me deixou sem palavras. No final eu só conseguia olhar para ele e falar: “Cara foi tipoassim… MUITO bom. Estou… sem palavras. De verdade.” Eu realmente estava emocionada. Mesmo sem dinheiro sobrando, comprei o livro de sua autoria: “Essas moças que me causam vertigens” e no caminho do CCSP até em casa vim recitando seus trechos, atuando ao ar livre. Era isso! Falta arte na minha vida. Falta viver arte. Não apenas apreciar ou assistir. É preciso criar e viver junto a arte. Me senti próxima de mim.
Uma perda foi o celular. Não gostei nada de ser furtada já que o aparelho custou caro e tinha diversos números e mensagens de amigos que talvez eu nunca mais tenha acesso. Uma merda. Desgosto. Agora estou livre de ligações, chamadas, avisos e mensagens. Estou livre para viver o agora. O momento exato onde estou fisica e mentalmente. Eu amo estar livre. Honestamente não procurarei um celular substituto tão rápido. Por mim, viveria assim por mais algum tempo. Infelizmente a família não gosta da idéia. Faz bem.

Tomei chuva, assisti ao eclipse lunar e cantei sem preocupações. Lavei minh’alma.

Sintonia plena

A vida é realmente bela.
Em um instante radiante.
Noutro, arrasada sou.

Não é fácil equilibrar
no pedaço de chão que insiste
em se esvair a cada respiração.

A turva água que refresca minh’alma
percorre por um pequeno riacho
distinto de qualquer possessão.

Separa tolices guardadas
Como chaves expostas
Aos prisioneiros da liberdade.

Ninguém ousa duvidar.
O que não pertenceu hoje
É teu e de ninguém mais.

O destino da vida ilustrado e
Colorido com nuvens iluminadas
de branco suave e inocente.

Ninguém ousa concordar.
Teu segredo avassalador
É meu e de ninguém mais.

Sonhos meus

Aí se soubesse de tudo que passaria, talvez tivesse escolhido outro caminho para trilhar.

Meus sonhos ficaram cada vez mais distantes desde a última curva. Em algum momento deixei cair minha fé e toda esperança desapareceu. As ruas são escuras, frias e seguras. Não há nenhum buraco no chão, nenhuma incerteza na pista.

O metro quadrado perfeito, foi o que me disseram.

Há um bom tempo atrás, acreditava em meus sonhos. Era uma louca, alucinadamente apaixonada pela vida. Não me conhecia e justamente por isso acreditava que seria capaz de ser tudo. E fui. Comecei a carreira de atriz por inteiro. Eu dublava e atuava. Era uma das melhores da turma e me sentia completa. Vivia um grande sonho.

Tive que parar por causa do maldito DRT. Não pude seguir como dubladora porque faria 18 anos e sem esse documento, ninguém dubla. Era necessário um curso profissionalizante ou enfrentar a banca. Não houve apoio dos meus pais e eu não tinha dinheiro algum. Resolvi dar um tempo, até arranjar o DRT e seguir carreira.

Hoje não acredito mais que serei capaz. É uma falta de fé, um desconcerto isolado da vida. Me sinto extremamente perdida. Não acreditar neles… me dói. Me dói.

Bons Tempos

Acordei atrasada como sempre. Seria mais um dia inútil, quando lembrei que reencontraria as amigas tão queridas da escola . Me animou o suficiente para levantar da cama resmungando e trabalhar.

Chego mais uma vez com uma hora de atraso. Encontro todos aguardando a empresa abrir. Sorte. Quando entramos as minhas oito horas de trabalho forçado começaram. Exatamente como todos os outros dias.

O Chefe surpreendeu chamando todos para acompanhar as entrevistas dos candidatos. Uma situação chata quando você não concorda com a política da empresa. Simplesmente não entendo porque pessoas com tanto talento gostariam de trabalhar ali.

Terminada as reuniões eis que chega o momento da decisão. Duas semanas antes havia pedido demissão e a pedidos resolvi ficar. O Chefe não concordava, já tinha assinado minha carta de demissão. O Outro Chefe insistia, eu deveria ficar. Com o impasse, O BOSS resolveu a questão com o seguinte comentário: “Ela seria promovida, sem demonstrar esforço nem mérito. Apenas por necessidade da empresa e a responsabilidade será toda sua Outro Chefe.”

Outro Chefe foi honesto comigo e houve um consenso: Eu deveria partir. Confesso, minhas atitudes refletiram essa realidade. Fiz tudo para que isso acontecesse. É triste pelas amizades. Um misto de medo e liberdade.

Queria chorar e refletir sobre tudo, mas não havia tempo. Prometi reencontrar minhas amigas e assim o fiz. Mesmo com imensa vontade de ficar sozinha.

Fui totalmente insegura e com 20 kilos a mais desde a última vez que as vi.  Emoção demais. Minha vontade era chorar e passar horas conversando tudo que foi calado durante todos os quatro anos da distância. O tempo parou. Era o passado, presente e futuro unificados.

A amizade não mudou, os olhares sim. Saí daquele encontro ainda mais confusa.

Relembramos momentos, fotos e emoções. Tantas coisas ao mesmo tempo! Não deu tempo de nada. Sempre ele, o tempo. As imagens registravam a formatura onde meu primo também esteve, a colação que meus pais nunca apareceram. Peças de teatro, livros, trabalhos apresentados e sorrisos colecionados. Saudades da escola. Do uniforme, das broncas, dos amigos.

Saudades da vida.

Postagens Antigas »